MISSÃO POMPÉIA

O que é a Missão Pompéia?

É uma instituição da Igreja Católica e é atendida pelos Missionários de São Carlos – Scalabrinianos que servem os migrantes desde 1939 em Porto Alegre – e na Igreja da Nossa Senhora do Rosário de Pompeia desde 1958. Quando se fala de Migrantes estão englobados os imigrantes, os emigrantes, os Refugiados, os “desplazados”, as vítimas de tráfico de pessoas, os estudantes internacionais e os apátridas.

Como é Constituída?

A Missão Pompéia é constituída pela Paróquia Pessoal para os Migrantes Nossa Senhora do Rosário de Pompéia e pelo Centro Ítalo-Brasileiro de Assistência e Instruções as Migrações – Cibai Migrações.

O que faz?

A Paróquia atende a dimensão espiritual, litúrgica e sacramental das pessoas que frequentam a Igreja. Celebra-se Missa em português, Italiano, Espanhol, Creole e Coreano.

O Cibai Migrações atende a dimensão social da Missão Pompéia; Os migrantes são atendido sem distinção étnica, religiosa, política, de identidade de gênero, cor e de classe social.

  • Acolhe e escuta os migrantes;
  • Orienta na documentação, em currículos e no mercado de trabalho;
  • Oferece assistência jurídica e psicológica;
  • Encaminha os migrantes para os órgãos competentes;
  • Oferece capacitação como cursos, oficinas, e palestras;
  • Oferece um auxilio emergencial de alimentos e vestuário.

– Hoje são atendidos em tordo de 8000 migrantes ao ano de 52 países.

– Estamos servindo graças ao apoio da Comunidade.

Venha e faça parte da Missão Pompéia. 

Pe. Anderson Hammes

Bem-Aventurado João Batista Scalabrini: Pai dos Migrantes

No dia 1º de junho os Missionários Scalabrinianos e as Missionárias Scalabrinianas celebram a festa de seu fundador, o Beato D. João Batista Scalabrini, mas quem foi ele?

 O Bem Aventurado João Batista Scalabrini nasceu em Fino Monasco, na Itália, em 1839. Foi ordenado sacerdote no dia 30 de maio de 1863 e bispo no dia 30 de janeiro de 1876.  Inspirado por milhares de cartas que recebia de emigrantes italianos que viviam nas Américas, fundou a Congregação dos Missionários de São Carlos, agora chamados de Scalabrinianos, em 1887, e das Irmãs Missionárias Scalabrinianas, com o carisma específico para a assistência dos migrantes. No dia 9 de novembro de 1997, João Batista Scalabrini foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

Em uma de suas visitas pastorais como bispo, passou pela estação ferroviária de Milão e se deparou com centenas de pessoas que se preparavam para emigrar para terras distantes na esperança de encontrar uma vida melhor para os seus. A seguir redigimos parte de seu relato, a fim de dar a conhecer o carisma por trás da Missão Pompeia e CIBAI Migrações. Disse Scalabrini:

“[…] vi o salão, os pórticos laterais e a praça vizinha tomados por trezentas ou quatrocentas pessoas mal vestidas, divididas em diversos grupos […]. Eram anciãos curvados pela idade e pelas fadigas; homens na flor da idade; senhoras que arrastavam os filhinhos atrás de si, ou os carregavam ao colo;[…] todos irmanados por um só pensamento e guiados para uma única meta[…]. Eram emigrantes. Pertenciam às várias províncias da Alta Itália e, com trepidação, esperavam o trem que os levaria às praias do Mediterrâneo, donde zarpariam para a longínqua América.” …“Quem sabe quantas desgraças e privações os emigrantes tiveram que suportar para lhes parecer leve um passo tão doloroso! Quantos deles, na luta pela vida, sairiam vitoriosos? Quantos perderiam até a fé de seus pais? Ante um estado de coisas tão deplorável, sinto na face o rubor da vergonha, sinto-me humilhado em minha condição de sacerdote e de italiano, e me pergunto: o que fazer para socorrê-los?”

Mesmo que esta tenha sido uma experiência vivenciada por ele há mais de 100 anos, suas observações são tão atuais quanto naquele dia. Hoje milhões de pessoas tomam as mesmas decisões, vivenciam os mesmos sentimentos, e têm as mesmas esperanças de vida melhor numa pátria distante da sua materna. O próprio Scalabrini visitou seus irmãos emigrados nos Estados Unidos em 1901 e no Brasil em 1904 e se solidarizou ainda mais com a causa dos migrantes.

by Vanilson R Nunes